Estar em dia com a vacinação do rebanho contra a raiva é fundamental para evitar transtornos e garantir a saúde animal e também humana. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Rural, Industrial e de Meio Ambiente de Rio Novo do Sul alerta para essa importância, visto que foram diagnosticados recentemente casos da doença no município. A raiva pode acometer todos os animais mamíferos – inclusive os seres humanos – e tem evolução fatal. Por essa razão, a vacinação é a principal forma de prevenir a disseminação dessa doença viral.
“É necessário que os produtores estejam atentos e mantenham a vacinação em dia. Se por algum motivo o gado ainda não foi vacinado, que o faça o quanto antes”, explica a veterinária da Secretaria, Ana Paula Moreira.
Nos herbívoros, a raiva é transmitida, principalmente, pelos morcegos hematófagos (que se nutrem de sangue). Por isso, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) desenvolvetambém um trabalho de controle desses morcegos, atuando em locais como grutas e furnas onde eles possam se abrigar e em currais onde eles atacam os animais para se alimentarem. Em casos de suspeita da doença, é preciso comunicar imediatamente a secretaria municipal ou Idaf local.
Sintomas da raiva
Por ser uma doença que afeta o sistema nervoso central, os animais acometidos desenvolvem sintomas neurológicos. Dessa forma, é preciso ficar atento aos animais que apresentem alteração de comportamento, perda de apetite, salivação intensa, falta de coordenação dos movimentos e paralisia. Em cães e gatos também é comum observar agressividade quando doentes.
Os sintomas relacionados ao sistema nervoso, são os mais clássicos da raiva bovina. Mas a doença também pode resultar em perda de apetite, retenção de urina e fezes, alterações na sensibilidade da pele e audição e reflexo da pupila diminuídos. É quando o proprietário muita das vezes tenta tratar o animal suspeitando de outras doenças, principalmente intoxicação, e corre o grande risco de se contaminar por não ter nenhuma prevenção. Nesses casos onde ocorreu manipulação de animais suspeitos, deve-se procurar a Secretaria de Saúde imediatamente.
Após a manifestação clínica, até que animal desenvolva a encefalite e a morte, pode demorar de 5 a 10 dias.
Epidemiologia
O ciclo do vírus da raiva, não é exclusivo entre bovinos e morcegos. Outros animais, como cães e gatos podem participar, sendo que teremos o homem ao final de todo ciclo, sendo o último acometido.
Ciclo epidemiológicos de transmissão da raiva
Laboratório de diagnóstico
No Espírito Santo, o Idaf é que acompanha os casos com suspeita de raiva realizando o exame para confirmação da doença, contando com o único laboratório no Estado que faz esse tipo de diagnóstico. Os exames são gratuitos, podem ser solicitados por todos os municípios capixabas e permitem identificar os locais com incidência da doença e sua prevalência para que, assim, os órgãos responsáveis tenham condições de direcionar as ações de vigilância e controle.
Medidas de controle e prevenção da raiva em bovinos
Vacinação: apesar de ser uma doença de alta letalidade, a vacinação dos animais é uma medida essencial de controle.
Controle populacional dos morcegos: o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) desenvolve um trabalho de controle desses morcegos, atuando em locais como grutas e furnas onde eles possam se abrigar e em currais onde eles atacam os animais para se alimentarem.
Pasta anticoagulante: Também existe um método seletivo indireto, que se trata de passar a pasta anticoagulante ao redor da ferida feita pelo morcego no animal, pois nos herbívoros eles possuem o habito de voltar no mesmo local da agressão para morderem novamente.
Sobre a vacinação dos herbívoros:
1ª dose = animais acima de 3 meses.
2ª dose = reforço após 30 dias da primeira dose.
Revacinação anual
É imprescindível que adotemos medidas de educação e saúde, a partir do estímulo aos proprietários a notificar quando os animais apresentarem casos suspeitos da doença, presença de abrigos dos morcegos em suas propriedades, para que o diagnóstico seja feito e medidas de controle reforçadas na região.
Notificação: Perante qualquer sintomatologia ou suspeita de raiva animal, o proprietário precisa imediatamente notificar ao Serviço Veterinário Oficial (Idaf).
Boas práticas de vacinação:
A aplicação correta da vacina influência no resultado e garante a saúde do rebanho. Uma boa resposta vacinal depende da qualidade da vacina, da resposta imune do animal e do processo de vacinação, que deve ser feito corretamente.
O processo de vacinação deve ser conduzido de uma maneira tranquila, de preferência nos horários mais frescos do dia.
Aplicar 2 mL por via subcutânea nos bovinos e por via intramuscular nos equinos.
Vacina deve ser mantida em geladeira (temperatura correta de conservação entre 2° e 8° C).
Durante o processo de vacinação, as vacinas também devem estar refrigeradas (em caixa de isopor com gelo).
Não guardar as vacinas em congelador.
Agitar o frasco antes de usar.
Não guardar frascos abertos, utilizar todo o conteúdo.
Sobras de vacinas devem ser destruídas.
Utilizar seringas e agulhas limpas e esterilizadas.
Durante a vacinação, é recomendado sempre trocar de agulha.
Não vacinar animais doentes, debilitados ou sob estresse extremo.
VACINA CONTRA RAIVA BOVINA É A ÚNICA FORMA DE PREVENÇÃO EFICAZ!
De segunda a sexta, das 07h00 às 13h00
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